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HISTÓRIA DO MUNICÍPIO

VILA VELHA DO GUAJIRU

As terras que hoje pertencem ao município de Extremoz, litoral do Rio Grande do Norte, foram inicialmente habitadas pelos índios tupis , paiacus e potiguaras, que viviam às margens da Lagoa de Guajiru.

No ano de 1607, uma parte de terra foi concedida aos jesuítas, pelo capitão-mor do Rio Grande do Norte, Jerônimo de Albuquerque, tendo como principal objetivo catequizar os indígenas. Em 3 de setembro de 1759, o município foi criado oficialmente, através de alvará, e instalado em 3 de maio de 1760, na antiga aldeia de Guajiru, tendo por sede a vila de Extremoz.

Os jesuítas e em especial, o PADRE GASPAR DE SAMPERES, ARQUITETO E ENGENHEIRO DA FORTALEZA DOS REIS MAGOS, também foram os principais responsável pela construção da igreja de São Miguel e pelo estabelecimento da missão do Guajiru. Isso também fez com que a sociedade tribal fosse sendo influenciada pela doutrina cristã.

Em 18 de agosto de 1885, a sede foi transferida para a povoado de BOCA DA MATA e passou a chamar-se VILA DO CEARÁ-MIRIM. A transferência para vila de Ceará-Mirim foi suspensa através da Lei n° 345, de 4 de setembro de 1856. Após dois anos foi novamente confirmada pela Lei n° 370, de 30 de julho de 1858. Em 9 de junho de 1882, através da Lei n° 837, e assim Ceará-Mirim recebeu o foro.

MISSÃO DO GUAJIRÚ

Em 1549, nove anos depois de fundada a Companhia de Jesus, chega ao Brasil o primeiro contingente de Jesuítas, formado pelos padres Manuel da Nóbrega, Leonardo Nunes, João de Azpilcueta Navarro, Antônio Pires e mais os irmãos Vicente Rodrigues e Diogo Jácome

Os jesuítas permaneceram como mentores da educação brasileira durante duzentos e dez anos, até 1759, quando foram expulsos de todas as colônias portuguesas por decisão de Sebastião José de Carvalho, o marquês de Pombal, primeiro-ministro de Portugal de 1750 a 1777.

Os jesuítas da Companhia de Jesus têm sua presença na Missão do Guajirú por volta de 1607 e tão logo chegou a decisão régia de que estes missionários teriam comando na aldeia.

Os índios potiguaras iniciaram a construção de uma Igreja, autorizado pelo Conde Mauricio de Nassau para que recebesse o nome de São Miguel. Felipe CamarãoIndígena da nação potiguar, de etnia Tupi, nasceu por volta de 1580, na aldeia de Igapó, ás margens do rio Potengy. Foi nesta igreja onde, aos 13 de junho de 1612, realizou-se na Aldeia Velha, seu batizado e seu casamento com Clara Camarão, uma indígena potiguar. Faleceu em 1648, em sua fazenda, logo após a primeira Batalha dos Guararapes e durante o cerco à cidade do Recife.Nas terras de Extremoz, havia um grande aldeamento indígenas das rtnias, paiacus – tapuias – potiguaras.

Em 04 de abril de 1963, pela Lei número 2.876/1963, a Vila de Ceará - Mirim, assim como era denominado o Povoado de Extremoz, desmembrou-se do município de Ceará - Mirim e conquistou a sua emancipação política, ou seja, sua independência política. E seu aniversário,03 de maio de 1760, Extremoz foi considerada a primeira vila do Estado do Rio Grande do Norte e a data tornou-se feriado municipal através do decreto legislativo nº 04 de 16 de agosto de 1984, pela a Câmara de Vereadores na época.

SOBRE A CIDADE – ATUALIDADE

Atualmente a cidade é administrada pelo prefeito Klauss Franscisco Torquato Rêgo (PMDB) que cumpre seu segundo mandato como chefe do poder executivo nos anos de 2008 a 2012 e reeleito para 2013-2016.

A sede própria da prefeitura está localizada na rua capitão José da Penha, centro da cidade, que foi inaugurado em 1987, construído pelo ex-prefeito João Soares de Souza (1984-1988) e hoje funciona os setores de Protocolo, licitação, departamento de pessoal e Recursos Humanos, Controladoria Geral, Diário Oficial do Município, Secretaria de Tributação e a instalação do Gabinete do Prefeito e do Gabinete Civil, após reforma realizada pelo atual prefeito Klauss Rêgo.

Extremoz , que faz parte da região metropolitana de Natal, foi a primeira Vila da Capitania do Rio Grande do Norte a partir de 1758. Em agosto de 1885, por causa de uma Lei Provincial, passou a fazer parte do município de Ceará Mirim, retomando sua emancipação em 04 de abril de 1963, tornando-se município do Rio Grande do Norte. O município tem uma população aproximada de 25 mil pessoas (dados do IBGE – censo 2010) e é considerado um gerador de turismo, principalmente por causa da Praia de Genipabu, conhecida mundialmente. Ele possui seis praias em seu litoral, sendo elas Jenipabú, Graçandu, Pitangui, Barra do Rio, Redinha Nova e Santa Rita. Três lagoas, três parques dunares (Santa Rita, Jenipabu e Pitanguí) e uma cahoeira (Pitanguí) e sua zona rural é banhado pelo Rio Ceará-Mirim.

CRONOLOGIA ATUAL

• 52 anos de emancipação política – desmembrou-se do município de Ceará Mirim no 1963;

• 255 anos de fundação da vila de Extremoz – Primeira Vila Fundada de Extremoz – 1760 é a data de fundação;

• 413 anos de história – Os livros e historiadores apontam o ano de 1602, como descoberta da terra. Em 1607, os Jesuítas recebem parte das terras e iniciam a catequização dos indígenas.

Texto: Gilmara da Silva Costa – Jornalista – Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Extremoz. DRT RN – 1136 JP; e Domingos Sávio – Secretário-adjunto da Secretaria de Turismo e Eventos e pós-graduando de Arqueologia da UFRN; Fontes pesquisada: IBGE, IDEMA, CASCUDO, Camara e Arquivo da prefeitura municipal.

Atualizado em 15 de julho de 2015